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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Serpentes, Aranhas e Venenos

Na transição do mundo animal inferior para o superior nós encontramos a classe dos répteis. Entre eles, a sub-classe dos ofídios é particularmente interessante como formadora de veneno. Observando-se estes animais tem-se a impressão de que eles se retiraram do caminho que, através desta transição, os levaria para a formação dos animais superiores, entre os quais não se encontra mais a capacidade de formar venenos.

A formação das serpentes é curiosa e anormal por dois aspectos. O excesso no desenvolvimento da coluna vertebral se encontra frente à curiosa configuração do seu sistema metabólico e das extremidades. Quanto a este último, as extremidades propriamente estão faltando, em compensação a força digestiva, o metabólico propriamente está extraordinariamente aumentado. A observação do esqueleto nos mostra uma repetição infinita de vértebras e costelas, tendo-se contado, em alguns casos, até 400 vértebras. Neste fluxo infinito faltam os limites anterior e posterior, faltam respectivamente a cintura escapular e a bacia; as costelas também não se fecham, falta o externo. Também no crânio falta este elemento de fechamento e os ossos ficam lado a lado totalmente móveis. A mandíbula inferior fica aberta da mesma forma que as costelas. Buscamos os ossos do ouvido e o tímpano e não os encontramos. Os sentidos não estão desenvolvidos. A visão ocorre através de pálpebras fechadas se bem que transparentes e que, com o endurecimento de toda a pele do animal, se tornam também opacas até a próxima troca de pele, quando então recuperam a sua transparência. Falta a bexiga; os ventrículos cardíacos, assim como em todos os animais de sangue frio, não estão separados. O trato digestivo está primitivamente configurado. O estômago é apenas uma ampliação do esôfago e está separado do intestino apenas por um estreitamento. Uma das metades do pulmão está atrofiada. O animal carece de voz.

Perante a todas estas insuficiências encontramos a força extraordinária das glândulas digestivas. Vesícula biliar, fígado, pâncreas e sobretudo as glândulas salivares estão fortemente configuradas de forma extraordinária. O alimento (presa) praticamente nada para dentro do trato digestivo em um rio de saliva. Nestes sucos digestivos vive uma força de dissolução que não somente substitui a função da dentição dos animais superiores, senão que transcende plenamente esta capacidade. Uma ampliação desta colossal força agressiva das glândulas digestivas aparece nas secreções das glândulas que produzem o veneno, na saliva mortal que não somente tira a vida da vítima mas que também, praticamente, inicia sua digestão extra corporal, pois o sangue da vítima picada perde sua capacidade de coagulação, a sua força de isolamento perante o mundo exterior é destruída. Assim a vítima já pertence ao corpo da cobra antes mesmo de ser engolida.  

Todas as cobras são venenosas, até mesmo os ovos já são venenosos. As cobras que aparentemente não são venenosas, são assim porque carecem do instrumento para picar as vítimas, de forma que a saliva não pode fluir para dentro do ferimento.

Existem dois tipos de veneno de cobras que correspondem a polaridade que se manifesta na configuração total destes animais. O veneno do tipo dos Áspides ataca o Sistema Nervoso Central e paralisa a respiração. O tipo dos Vipéridos destrói o sangue com o seu veneno. Temos assim, por um lado a hipertrofia dos elementos da coluna vertebral, a cobra do sistema nervoso e por outro lado, temos a cobra metabólica com seu sistema metabólico extraordinariamente agressivo. A picada dos Vipéridos produz fortes dores, enquanto a picada dos Áspides é relativamente indolor.

Os Anfíbios e seus Venenos

Os anfíbios, que vivem primeiramente em suas formas jovens como peixes na água, experimentam, ao se desenvolverem para suas formas adultas e se tornarem animais terrestres, uma impregnação da sua organização corporal com o elemento aéreo. Paralelamente ocorre a invaginação da organização aérea, a formação do pulmão com a evaginação das extremidades. As brânquias e a cauda se atrofiam. Acontece uma astralização intensa e trans-animação do animal que foi inicialmente configurado pelo seu corpo etérico. O elemento anímico, que surge organicamente, se manifesta inclusive exteriormente através de uma espécie de voz abafada. O pulo no qual se descarrega o movimento entra ainda que de uma forma caricatural na esfera do elemento aéreo. As rãs voadoras podem quase que pairar no ar através de uma poderosa formação cutânea entre os dedos que as seguram como se fossem um para-quedas. A capacidade de sensação anímica ainda é difusamente distribuída no corpo e na atmosfera e torna o animal extraordinariamente sensível às mudanças do tempo. Um órgão muito interessante desta espécie animal é a pele do corpo que representa uma estrutura extraordinariamente permeável em contra-posição à pele quase cornificada das cobras, pele que a separa de uma forma considerável do mundo exterior. Os anfíbios não só podem respirar através de sua pele, mas também incorporam água, dependendo de sua necessidade, através da pele. Uma pele assim constituída não limita e sim deixa fluir e interfluir o meio interno com o meio externo. Por isto o anfíbio pode viver animicamente tanto na atmosfera como no seu corpo. Os concertos das rãs expressam não só o estado do tempo mas também o estado corporal do animal.

Esta pele nua, impregnada de ricas glândulas e em um estado semi úmido, semi mucilaginoso, é antes de tudo uma membrana mucosa. Pode-se compará-la com a membrana do intestino grosso dos animais superiores e é totalmente diferente da pele exterior destes animais superiores. A sua transparência, a sua permeabilidade para o ar e a água apontam para este fato, para esta relação entre interior e exterior. Isto acontece numa pele normal quando esta se invagina para dentro em cada abertura do corpo e através do qual ela se transforma em mucosa, isto acontece com o anfíbio já no seu primeiro contato com o mundo exterior que, para ele não é exterior. Para tal animal, interior e exterior não representam realidades vitais da mesma forma que para os animais superiores ou para os animais bem separados (delimitados) do meio ambiente.

 

Este estar "entregue" ao mundo exterior também se expressa na capacidade de adaptação das cores desta pele com o meio ambiente e que é própria de muitos anfíbios e mostra que estes anfíbios não podem se isolar das características do meio ambiente e o imitam com a cor. Uns imitam o verde da grama, outros o marrom da terra, etc.

Mas como o elemento anímico pode se prender a uma corporalidade assim constituída? Aparentemente este parece fluir através desta corporalidade. Onde o elemento anímico encontra o ponto de apoio, a possibilidade de desenvolver a força de antipatia necessária com a qual se delimita do meio ambiente? Então o olhar se volta para as glândulas produtoras de veneno que estão inclusas na pele destes animais. Tocando-se uma salamandra comum ou um sapo, este toque excitará as forças de antipatia das glândulas do veneno e assim elas representam o local onde o elemento anímico dos anfíbios pode se prender e onde se encontra o órgão ativador das suas forças de antipatia. Também aqui nós encontramos o processo do veneno na intervenção do elemento anímico no mundo espacial físico onde, sem o veneno, não haveria a possibilidade deste elemento anímico entrar neste mundo através de órgãos corporais especificamente configurados para isto. E assim este elemento pode então se segurar, se afirmar e se delimitar.

Entre os anfíbios, as rãs e os sapos são os mais evoluídos. Os sapos, que entre os anfíbios são os que se tornaram mais terrestres, podem inclusive secretar seu veneno para fora, o que não é possível para as rãs.

Rudolf Steiner indicou o veneno do sapo como um medicamento coadjuvante no tratamento dos carcinomas. De acordo com ele, o processo formativo do carcinoma se baseia no deslocamento de tendências formativas da esfera dos órgãos sensoriais, especialmente do ouvido, para a esfera da organização metabólica e das extremidades, que nós devemos nos representar como atuantes em todo o organismo humano ainda que esteja centrada principalmente na organização inferior deste organismo. A organização anímica do corpo astral não impregna respiratoriamente de forma correta a organização físico-etérica. Esta não é suficientemente dominada pela primeira e acontece então um crescimento e uma proliferação sem sentido. De fato devemos ver na formação do câncer uma espécie de loucura orgânica, de loucura sensorial e o sentido que mais intensamente está formado pelo ar, para o ar é justamente o ouvido que recebe os sons. Um animal tão intensamente trans-aerificado em sua configuração físico-etérica como é o sapo, que fixa seu elemento astral ao corpo com a ajuda do processo do veneno e que através de sua capacidade de produzir sons transcende intensamente o nível evolutivo no qual se encontra na esfera animal representa então, de fato, um processo da natureza que mostra uma espécie de contraposição ao processo de formação do carcinoma. Naturalmente que tais reflexões não levaram ao descobrimento de tal medicamento como um medicamento para o câncer. Rudolf Steiner percebeu isto como um resultado imediato da sua pesquisa espiritual. Mas o que para a percepção espiritual é imediato pode se tornar compreensível para o pensar, através da visão conjunta dos fenômenos e é isto que nós tentamos aqui.

 

As Aranhas e seus Venenos  

É uma forte exigência para a consciência do homem tentar se encontrar dentro do mundo das aranhas, compreender qual o relacionamento destas para com o seu ambiente e assim encontrar um ponto de partida a partir do qual se torne compreensível o que pode representar para o organismo humano, um medicamento feito a base de aranhas.

As aranhas, pelo fato de terem tantos olhos multifacetados (olho composto), não podem ter um mundo de percepções semelhante ou comparável ao nosso. Os curiosos órgãos auditivos, que elas têm em suas pernas, não podem revelar os sons e tons como nós os ouvimos. A sua capacidade de tatear não pode ser semelhante à nossa. Na verdade a aranha tateia com o seu ninho (teia), pelo menos quando se trata de uma aranha que tece ninhos. Nas aranhas os receptores de tato típicos dos insetos se transformam em mandíbulas terríveis que, sendo ocas, dirigem o conteúdo das glândulas de veneno para a vítima. Tais instrumentos sensoriais não transmitem imagens, mas, no máximo, sinais que descarregam o aparato dos instintos e os movimentos coordenados automaticamente com estes instintos, através dos quais a aranha pega a vítima em sua teia mas não só as possíveis vítimas, pois ela pode também tentar segurar qualquer instrumento que toque esta teia como se este fosse uma mosca, mas diante da mosca verdadeira, colocada por fora de sua teia, a aranha foge. Quer dizer com certeza, que na aranha nós temos um ser muito limitado, mas como que compensando esta limitação, nós encontramos nas aranhas uma sensibilidade maravilhosa perante o tempo, que se transforma imediatamente na capacidade de tecer a teia e isto muito antes de se tornar realidade tal mudança de tempo que se aproxima. Portanto tal animal não é impulsionado dentro do mundo sensorial através de órgãos sensoriais tão limitados. Ele é impulsionado através da convivência com um mundo de forças supra-sensíveis do qual surge o sensorial externo. De outra forma não se pode compreender o sentido profético como o da sensibilidade perante o tempo. Tal animal está evoluindo por uma esfera de inteligência, de predição superior que o dirige e orienta dentro do mundo. Uma inteligência que lhe dá a estática e a geometria, que se tornam tão evidentes na construção da sua teia, em que se encontram órgãos corporais mediadores entre tal inteligência e a atividade cheia de sentido que o animal apresenta para o exterior.

 

Já percebemos relações essenciais semelhantes nas explanações anteriores, mas, para uma observação mais cuidadosa, a aranha é um ser extraordinariamente oposto às abelhas. Ao contrário da atmosfera de amor social, produto de forças sexuais sacrificadas, nas quais vivem as milhares de abelhas na colméia, nós encontramos na aranha um ser isolado, anti-social, inimigo de qualquer animal da mesma espécie e expressando dessa forma, poderosas forças de antipatia. A aranha não é um animal da luz e do sol e sim um animal da escuridão e das trevas. Da mesma forma que a abelha urde uma rede aérea perceptível entre a colméia e as flores das plantas, assim urde a aranha uma rede física na qual morre o vôo da sua vítima. A aranha prolonga sua corporalidade através da rede de sua teia para a esfera do ar e de acordo com medidas que correspondem à sua geometria corporal, às medidas das estruturas das suas extremidades nas quais se esgota também a seu grau de consciência, pois uma aranha tratada com drogas alucinógenas urde uma teia totalmente desorganizada. Quer dizer, a aranha procura pela esfera do ar, vivenciando instintivamente as suas forças de transformação no acontecimento das mudanças do tempo. Aranhas jovens, inclusive se deixam levar por fios aéreos através do ar; aranhas mais velhas tecem seu corpo na estrutura aérea que gostaria de tirar tudo do ar, tudo aquilo que existe como vida voadora, é o fazem com um órgão de tato amplamente estendido que inclusive anuncia a vítima e a prende até que a picada venenosa a paralise.

No seu ciclo de palestras "Ciência Espiritual e Medicina", capítulo XV, Rudolf Steiner mostra como o a aranha da cruz (Arania diadema) se mostra perante a pesquisa espiritual. De acordo com ele esta aranha está integrada, com toda a sua organização, a determinadas relações cósmicas das quais provêm justamente a configuração de suas extremidades, Segundo esta pesquisa, esta aranha tem muita vida planetária em si. Aí se encontram relações com forças formativas cósmicas que animais superiores como por exemplo, os pássaros incorporaram para o interior de sua organização, isto quer dizer que se tornaram orgânicas. Surge novamente diante de nós a formação do veneno em relação com o estar ativo de uma esfera extra e supra corporal em um corpo não amadurecido, em um corpo que carece dos órgãos interiores correspondentes.

Enquanto na picada da abelha nós experimentamos o lado do fogo deste animal do calor, o veneno da aranha impregna o organismo humano com as forças do frio, com o frio gelado. A organização metabólica e das extremidades é como que puxada para fora do organismo total. O corpo etérico se desprende, o que se experimenta como uma sensação de adormecimento de braços e pernas, vivenciando-se o corpo todo como se este fosse muito maior, como edemaciado e ingurgitado e simultaneamente o corpo fisico é experimentado como sendo pesado como pedras e muito frio.

Rudolf Steiner recomendou o uso do veneno da aranha da cruz em alternância com Hyosciamus niger, como medicamento para um caso de atrofia muscular progressiva da musculatura das pernas, para poder assim transformar os impulsos anímicos de movimento em processos de crescimento. Justamente, em tal paciente falta a capacidade para realizar isto.

 

Considerações sobre alguns preparados

Cobras:

Já falamos que Rudolf Steiner não recomendou o uso de venenos de cobras como medicamento, mas um conhecimento apurado da essência do mundo animal, tal como é possibilitado pela Antroposofia e  que serve de base para as nossas explanações, nos levou a elaborar, juntamente com alguns médicos, alguns preparados com veneno de cobras. Como complementação temos algumas experiências da medicina homeopática.

Onde nós encontramos venenos nos reinos da natureza, sempre temos a ver com atividades mais intensas de determinadas forças suprasensíveis. Rudolf Steiner falou que os venenos são acumuladores de espírito. Enquanto um envenenamento comum, como por exemplo por uma picada de cobra, pode destruir o ser humano, o uso do veneno em forma dinamizada, especialmente dinamizações médias e altas, pode ter um forte efeito terapêutico, O mesmo vale para os venenos animais. Neste caso, o quadro proporcionado pela intoxicação, pode nos proporcionar importantes aspectos sobre o que podemos esperar terapeuticamente. G. Schenk nos descreve em seu livro "O livro dos venenos" como a picada da cobra Naja tripudians pode levar a uma intoxicação que desce desde o cérebro. O efeito vai ao nervo óptico, aos nervos auditivos, desce para a medula oblonga e finalmente leva a uma paralisia respiratória. Quer dizer, a pessoa picada par tal cobra torna-se cega, surda e muda.

No tipo dos Áspides, a mais conhecida é a cobra que habita a América do Sul, a Lachesis. O efeito do seu veneno se dirige principalmente para o sangue, onde acontecem graves hemorragias, edemas, formações de trombos, vômitos, escarros sanguinolentos, diarréias graves e desintegração gangrenosa das extremidades. Com isso nós temos duas direções para o uso deste veneno como medicamento:

-Paralisias nervosas, mas também convulsões.

-Inflamações, destruição de tecidos e destruição do sangue.  

Nestes dois campos temos a atividade do corpo astral. Rudolf Steiner nos descreve que este membro essencial, quando age excessivamente ou unilateralmente, pode levar a convulsões, a processos de destruição nos nervos e até a paralisias, mas também pode produzir processos inflamatórios. Com a intoxicação nós temos um acontecimento dramático diante de nós. As forças do corpo astral são violentamente estimuladas dentro do organismo humano e submergem profundamente nos processos orgânicos.  

Com isto, as manifestações podem ser muito variadas e assim, para Lachesis temos as seguintes:  

Manifestações inflamatórias:

amigdalites, supurações e estados sépticos em D12 via oral e como injetável; inflamações genitais em D12 a D20 injetável; endocardites em D12 injetável; tromboflebites D10 a D15 injetável; pielites agudas em D12 via oral.

Estados espáticos:

espasmos durante a menstruação, espasmos do estômago, meteorismos, constipações espáticas, soluços, estados espasmódicos do coração, neuroses cardíacas. Em D10, D12, D15, D30 por via oral ou injetável.

De forma semelhante, pode ser entendida a atuação do preparado Naja composta que é uma composição de Crotalus terrificus D20, Lachesis D12, Naja tripudians D10 e Vipera venus D3O, com a diferença de que aqui tenta-se combinar a atividade hemolítica da Lachesis com a atividade neuro-tóxica da Naja tripudians.

Anfíbios:

Temos o preparado Bufo rana em D3, D6 por via oral e em D3, D6 e D30 injetável para o tratamento coadjuvante do câncer do reto.

Aranhas:

Entre os preparados, devemos apontar especialmente para a Arania diadema, para cujo emprego temos algumas observações de Rudolf Steiner que já foram apontadas. Um certo resumo de suas possibilidades terapêuticas nos dá Simonis em seu artigo "Descrição da Arania diadema", Revista Elementos Fundamentais para uma Ampliação da Arte de Curar, números 11 e 12 - ano 1953, p. 260. Nos diz Simonis:

"As Prescrições de Steiner, os seus comentários nas histórias clínicas, nos mostram o fracasso, a função diminuída do etérico no organismo humano, Temos uma debilidade, um endurecimento do corpo etérico e simultaneamente uma atuação rítmica do corpo astral com uma série de manifestações patológicas, com as quais deve se defrontar o médico moderno. Trata-se de miogeloses, de endurecimentos doloridos das articulações, de hipersensibilidades nervosas. Todos os sintomas particularmente sensíveis às mudanças do tempo ou estados muito mais sutis de manifestações catalépticas, desmaios, manifestações atetósicas e uma série de outros sintomas em cuja base encontramos um colapso do corpo etérico". 

Algo semelhante pode ser falado sobre as outras aranhas. Assim nós contamos com Mygale avicularis, a aranha do pássaro, em D15 no preparado Coreodoron I, junto com Agaricus muscarius e Datura stramoniun. Este preparado se usa alternadamente com Coreodoron II que contém Cuprum aceticum D4 e Zincum valerianicum D4 no tratamento da Corea minor e estados semelhantes.

Vermes, Bactérias, Virus e Doenças Infeccionsas

Vermes

 

Nome popular dos seres vivos pluricelulares pertencentes aos filos platelmintos e nematelmintos do reino Metazoa. Apresentam corpos tubulares alongados, que podem ser achatados (platelmintos) ou cilíndricos (nematelmintos). Alguns têm vida livre e vivem no mar, rios ou ambientes terrestres, e outros são parasitas, ou seja, vivem às custas dos animais hospedeiros. Os parasitas causam doenças infecciosas e parasitárias como ascaridíase, amarelão, cisticercose, esquistossomose e teníase ou solitária.

Platelmintos – Dividem-se em três classes – tuberlários, trematódeos e cestódeos – de acordo com o modo de vida (livre ou parasitária). Os tuberlários, como a planária (Dugesia tigrina), são seres de vida livre. Os trematódeos podem ser ectoparasitas (vivem externamente ao hospedeiro), como o Gyrodactylus, que habita as brânquias de certos peixes, ou endoparasitas (vivem e reproduzem-se no interior do hospedeiro). Exemplos de endoparasitas são a Fasciola hepatica, que habita o fígado do carneiro, e o Schistosoma mansoni, que causa a esquistossomose. No ciclo de vida de um trematódeo, os vermes adultos produzem ovos que são eliminados do hospedeiro definitivo (homem) e originam vários estágios larvais relacionados ao hospedeiro intermediário (molusco aquático). Os cestódeos são todos endoparasitas, como as tênias. As formas adultas da tênia produzem a teníase no hospedeiro definitivo (o homem) e as formas larvais são responsáveis pela cisticercose, na qual o homem serve como hospedeiro intermediário.

Nematelmintos – Os nematelmintos podem ter vida livre ou ser parasitas de plantas e animais. Neste caso, os vermes adultos habitam a cavidade intestinal do hospedeiro e produzem ovos, que eliminados pelas fezes contaminam a água e os alimentos. Em seu ciclo de vida não há hospedeiro intermediário. O nematelminto parasita mais conhecido é o Ascaris lumbricoides, a lombriga, que provoca a ascaridíase. Outros exemplos de nematelmintos são o Necator americanus e o Ancylostoma duodenale, que habitam o intestino humano e provocam a doença conhecida como amarelão.

 

Doenças infecciosas

Processos infecciosos causados por diferentes microrganismos – bactérias , fungos, protozoários , vermes  e vírus  – que penetram, se desenvolvem e se multiplicam no organismo humano. Quando o agente causador é um protozoário ou um verme, a doença infecciosa  é chamada de parasitária.

Segundo seu aparecimento e evolução, as doenças infecciosas  podem ser epidêmicas, endêmicas e pandêmicas. As doenças epidêmicas são aquelas com ocorrência de muitos casos num dado período e com tendência a desaparecer, como o dengue e a cólera. As endêmicas apresentam quantidade significativa de casos em certas regiões, como a malária na Amazônia. E as pandêmicas são as que têm muitos casos espalhados pelo planeta ou continente, como a Aids .

Uma parte das doenças infecciosas pode ser evitada com vacinas específicas e medidas de educação sanitária, como beber água fervida ou clorada e só comer verduras e legumes crus bem lavados.

Segundo o Ministério da Saúde, as doenças infecciosas e parasitárias foram responsáveis por 39.548 óbitos no país em 1995, o correspondente a 5,3% do total de mortes no ano.

Formas de contágio – As doenças infecciosas podem ser transmitidas por contato direto, indireto, por uma fonte comum contaminada ou por vetores (agentes que transmitem os microrganismos). Formas de contato direto são, por exemplo, muco ou gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou falar. O contato indireto dá-se por vias como o uso compartilhado de determinados objetos. Fontes comuns contaminadas podem ser sangue (no caso de uma transfusão sanguínea), água e alimentos. Exemplos de vetores são mosquitos e caramujos. Várias doenças infecciosas têm mais de uma forma de contágio.

Parasitismo – Relação temporária entre seres de espécies diferentes, na qual um deles, o parasita, vive às custas do outro, o hospedeiro. Nessa associação, o parasita obtém alimento através do hospedeiro, que é prejudicado de alguma forma. Os parasitas mais comuns são os protozoários e os vermes. O parasitismo pode ser externo (ectoparasitismo), como piolhos, pulgas e carrapatos, ou interno (endoparasitismo), como protozoários e vermes.

Bactéria

Ser vivo unicelular e microscópico, pertencente ao Reino Monera. Assim como todos os seres deste grupo, é formada por uma célula procarionte (desprovida de membrana nuclear). Por não apresentar o envoltório protetor do núcleo, o material genético (cromatina), constituído por uma única molécula de DNA  (ácido desoxirribonucléico), encontra-se disperso no citoplasma. Apresenta membrana plasmática recoberta e protegida pela parede celular, de consistência gelatinosa. As bactérias causam várias doenças infecciosas . A transmissão pode ser feita pelo ar ou por contato direto (gotículas de saliva ou muco) ou indireto.

As bactérias podem ser classificadas segundo a forma. As esféricas são chamadas cocos; as alongadas em forma de bastão são os bacilos; as espiriladas, espirilos; e as em formato de meia-espiral denominam-se vibriões. Algumas espécies, para melhor desenvolverem as funções de nutrição e proteção, podem apresentar-se em agrupamentos celulares (colônias). Os agrupamentos podem ser aos pares (diplococos), em forma de colar (estreptococos) ou de cacho de uva (estafilococos). Muito resistentes a variações de temperatura e também a agentes químicos, algumas bactérias apresentam filamentos móveis chamados flagelos, para a locomoção. A maioria das doenças causadas por bactérias é tratada com antibióticos, substância produzida por microrganismos (os mais comuns são os fungos) ou sintetizada em laboratório, capazes de impedir o crescimento ou mesmo destruir as bactérias. Porém, o tratamento nem sempre é eficaz, pois elas desenvolvem resistência contra determinados medicamentos, que perdem seu efeito.

Algumas espécies de bactérias podem provocar doenças fatais. É o caso da Staphylococcus aureus (causa infecções de pele) e da Streptococcus beta hemolíticos (causadora da escarlatina), que estimulam a superativação dos linfócitos , os glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo. Ao produzirem grande quantidade de citosinas e óxido nítrico, causam um grave desequilíbrio na composição e circulação sanguínea , que pode resultar na morte do paciente. Este quadro clínico é conhecido como Síndrome da Reação Inflamatória Sistêmica (SIRS). Outros tipos, como a Escherichia coli (causadora de diarréia) e a Salmonella typhi (causadora da febre tifóide), que se alojam na região intestinal, podem atingir a circulação sanguínea e provocar uma infecção generalizada, que também pode levar à morte. Mas a maior parte das espécies de bactéria é benéfica ao homem. Elas são responsáveis, por exemplo, pela fixação do nitrogênio da atmosfera no solo, fundamental para o desenvolvimento das plantas. Também realizam a fermentação necessária para a fabricação de produtos como vinagres e queijos.

 

Vírus

Ser vivo  microscópico e acelular (não é composto por células) formado por uma molécula de ácido nucléico (DNA ou RNA), envolta por uma cápsula protéica. Apresenta-se sob diferentes formas: oval, esférica, cilíndrica, poliédrica ou de bastonete. Por ser incapaz de realizar todas as funções vitais, é sempre um parasita celular, ou seja, necessita de um animal, planta ou bactéria para multiplicar-se e desenvolver-se. Ao se reproduzir dentro de uma célula, acaba por lesá-la. Na reprodução, qualquer modificação no DNA  provoca uma mutação, gerando novos tipos de vírus.

Grande parte das doenças infecciosas e parasitárias é causada por vírus, como a Aids , a catapora, a dengue, a rubéola e o sarampo. A transmissão pode ser feita pelo ar, por contato direto (gotículas de saliva ou muco) e indireto (utensílios, água e alimentos contaminados ou picada de animais). O tratamento de uma infecção viral geralmente é restrito apenas ao alívio dos sintomas, com o uso de analgésicos e antitérmicos para diminuir a dor de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas que podem ser usadas no combate de uma infecção viral, pois ao destruírem o vírus acabam por destruir também a célula. Quase todas as doenças causadas por vírus podem ser prevenidas com vacinas.

A febre é um sintoma comum a todas as infecções virais. Outros sinais característicos presentes na maioria das infecções são dor de garganta, fadiga, calafrio, dor de cabeça e perda de apetite. Mas grande parte das doenças apresenta uma sintomatologia própria. Por exemplo, a manifestação de pequenas elevações eruptivas avermelhadas na pele caracteriza a rubéola e a catapora ou varicela. No sarampo, são comuns erupções na mucosa bucal e o surgimento de manchas avermelhadas na pele. A inflamação e o inchaço das glândulas salivares são sintomas específicos da caxumba. Na poliomielite ocorre rigidez da nuca e perturbações físicas que podem causar paralisia e atrofia de certas partes do corpo. Na febre amarela e na hepatite infecciosa viral há náuseas e vômitos.

 

Vírus & Viroses

VÍRUS

RAIVA

A raiva é uma doença contagiosa, causada por vírus. Essa doença ataca os mamíferos: cães, gatos, morcegos, macacos etc.

                O mamífero mais atacado pela raiva é o cão.

                Um animal com vírus da raiva pode transmitir a doença ao homem por meio de mordidas, lambidas ou arranhões.

                Para combater a raiva devemos:

vacinar os animais domésticos todos anos;

não deixar os animais soltos pelas ruas;

procurar imediatamente um médico em caso de mordidas arranhões por algum mamífero desconhecido.

 

AIDS

 

                A aids é uma doença contagiosa, causada por vírus.

                O virús da Aids destroi as celulas do nosso sangue que têm a função de combater os agentes causadores de doença como pnemunia, meningite, encefalite etc. Como seu organismo fica sem defesa, ela morre em pouco tempo.

                A Aids é transmitida de uma pessoa para outra. E isso pode acontecer se a pessoa:

receber sangue contagioso através de transfusões;

usar seringua e agulhas de injeção contaminadas;

tiver relações sexuais com alguem que esteja contaminado.

 

Vírus

Ser vivo  microscópico e acelular (não é composto por células) formado por uma molécula de ácido nucléico (DNA ou RNA), envolta por uma cápsula protéica. Apresenta-se sob diferentes formas: oval, esférica, cilíndrica, poliédrica ou de bastonete. Por ser incapaz de realizar todas as funções vitais, é sempre um parasita celular, ou seja, necessita de um animal, planta ou bactéria para multiplicar-se e desenvolver-se. Ao se reproduzir dentro de uma célula, acaba por lesá-la. Na reprodução, qualquer modificação no DNA  provoca uma mutação, gerando novos tipos de vírus.

Grande parte das doenças infecciosas e parasitárias é causada por vírus, como a Aids , a catapora, a dengue, a rubéola e o sarampo. A transmissão pode ser feita pelo ar, por contato direto (gotículas de saliva ou muco) e indireto (utensílios, água e alimentos contaminados ou picada de animais). O tratamento de uma infecção viral geralmente é restrito apenas ao alívio dos sintomas, com o uso de analgésicos e antitérmicos para diminuir a dor de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas que podem ser usadas no combate de uma infecção viral, pois ao destruírem o vírus acabam por destruir também a célula. Quase todas as doenças causadas por vírus podem ser prevenidas com vacinas.

A febre é um sintoma comum a todas as infecções virais. Outros sinais característicos presentes na maioria das infecções são dor de garganta, fadiga, calafrio, dor de cabeça e perda de apetite. Mas grande parte das doenças apresenta uma sintomatologia própria. Por exemplo, a manifestação de pequenas elevações eruptivas avermelhadas na pele caracteriza a rubéola e a catapora ou varicela. No sarampo, são comuns erupções na mucosa bucal e o surgimento de manchas avermelhadas na pele. A inflamação e o inchaço das glândulas salivares são sintomas específicos da caxumba. Na poliomielite ocorre rigidez da nuca e perturbações físicas que podem causar paralisia e atrofia de certas partes do corpo. Na febre amarela e na hepatite infecciosa viral há náuseas e vômitos.

 

AIDS

A sigla Aids (do inglês, Acquired Immunodeficiency Syndrome) significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, nome atribuído à doença infecciosa descoberta no início dos anos 80, causada pelo vírus HIV  (do inglês, Human Immunodeficiency Virus – Vírus da Imunodeficiência Humana). De acordo com pesquisadores, o HIV  teria se hospedado em algumas espécies de macacos africanos e, de alguma forma, por ingestão da carne contaminada ou durante caçadas, teria alcançado a corrente sanguínea humana. O vírus da Aids teria sofrido constantes mutações durante séculos até chegar à forma atual.

Dentro do corpo humano, o HIV infecta e destrói os linfócitos  do tipo CD4+, responsáveis pelo sistema imunológico. Sem o seu potencial de defesa, o organismo fica vulnerável a vírus e bactérias  e sujeito a todo tipo de infecções oportunistas que levam à morte do portador. O HIV circula por todas as secreções líquidas do corpo. No sangue, no sêmen e nas secreções vaginais ele aparece em grande quantidade. No suor, na lágrima, na urina e na saliva a quantidade é menor e insuficiente para provocar a contaminação.

O HIV é um retrovírus, ou seja, um tipo de vírus capaz de se reproduzir de modo diferente dos tradicionais, ao usar como material genético uma molécula de RNA em vez de DNA  (processo chamado de transcrição reversa). Há dois tipos de HIV: o HIV1 e o HIV2. O último é menos agressivo e retarda o aparecimento dos sintomas. Segundo cientistas, isso explica por que determinadas pessoas desenvolvem mais rapidamente a doença do que outras. Há indícios também de que a quantidade de vírus no organismo defina a intensidade da doença.

Contágio – A Aids é transmitida quando o vírus HIV entra em contato com a corrente sanguínea, o que pode acontecer nas relações sexuais (heterossexuais ou homossexuais), nas transfusões sanguíneas e por meio de seringas ou instrumentos cortantes com resíduos de sangue contaminado. A possibilidade de contaminação  através do sexo oral é comprovada em 1996, segundo pesquisa do Instituto do Câncer de Boston (EUA) feita com chimpanzés. Devido à quantidade de vírus no sêmen ser muito grande, há o risco de o vírus ser absorvido pela mucosa bucal e não apenas por meio de algum ferimento na boca.

A Aids pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez, o parto e a amamentação. Estima-se que 30% das mulheres grávidas infectem seus bebês com o vírus. No caso de a mãe tomar AZT (medicação para controlar a doença), o índice cai para 8%. Não há nenhum caso registrado de contágio pela saliva, lágrima, suor ou urina. É descartada a transmissão via picada de insetos, abraços ou apertos de mão.

Prevenção – O uso de preservativo (camisinha, camisa-de-vênus ou condom) é o método mais seguro (97% de segurança) para evitar a contaminação através da relação sexual. Agulhas, seringas e instrumentos cortantes descartáveis ou esterilizados são utilizados para prevenir o contágio pela corrente sanguínea. Nas transfusões, o sangue utilizado passa por testes que identificam o vírus HIV, a fim de evitar a contaminação.

O teste sanguíneo chamado Elisa, criado em 1985, revela se uma pessoa é portadora do HIV (soropositiva). Atualmente, há outros testes em fase de estudo, como o Orasure, que identifica o vírus pela saliva, e o Ampliodor, que mede a quantidade de vírus na circulação sanguínea .

Sintomas – Um indivíduo pode ser portador do vírus da Aids e não apresentar de imediato os sintomas da doença, já que o HIV pode ficar incubado por até dez anos. As primeiras manifestações da doença são diarréias constantes, febre alta, herpes, gânglios duradouros e perda de peso. Depois, é comum o aparecimento de doenças oportunistas, como pneumonia e toxoplasmose, que podem ser fatais. Quando a doença atinge um estágio mais avançado, certos tipos raros de câncer manifestam-se, como o sarcoma de Kaposi (provoca lesões na pele, no estômago e no intestino) e os linfomas (tumores nos gânglios linfáticos), além de distúrbios neurológicos, perda de memória e coordenação motora.

Tratamento – A Aids ainda não tem cura, mas o desenvolvimento e a administração de medicamentos, como o AZT (zidovudina), DDI (didanosina), DDC (zalcitabina), D4T (estavudina) e 3TC (lamividina), aumenta a sobrevida dos pacientes e consegue períodos prolongados de melhora da doença.

Em julho de 1996, os resultados de um novo tratamento revolucionário, chamado “coquetel anti-Aids”, foram apresentados durante a 11ª Conferência Internacional da Aids, em Vancouver, no Canadá. O coquetel de drogas é cem vezes mais potente do que o uso isolado do AZT, até então o único remédio disponível contra o vírus da Aids. Consiste na administração conjunta de três tipos de drogas: o AZT e uma outra droga da mesma família (a mais utilizada é o 3TC), que são os “bloqueadores de transcriptase reversa” (detêm a reprodução do vírus em seu estágio inicial) e um inibidor de protease (impede que o vírus complete a fase final de seu amadurecimento e destrua novas células), que pode ser o Ritonavir, o Saquinavir, o Crixivan e o Indinavir. A administração desse grupo de medicamentos em vários pacientes mostrou um controle na multiplicação do vírus do HIV, reduzindo os sintomas da doença. De um grupo de 21 pacientes que receberam o medicamento durante quatro meses, de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, 18 eliminaram 98,9% dos vírus. Porém, o coquetel provoca alguns efeitos colaterais, como náuseas e problemas nos rins e no fígado. Se ministrado a longo prazo, há o risco de causar doenças fatais, como o câncer.

De acordo com o Programa de Aids da ONU, Unaids, menos de 10% do total das pessoas infectadas pelo vírus da Aids em todo o mundo poderá ser beneficiado pelo novo tratamento. Cerca de 92% das vítimas da doença estão nos países mais pobres, onde não há condições de bancar terapias que custam de US$ 12 mil a US$ 18 mil por ano.

Mais de 20 projetos de vacinas contra a Aids estão sendo pesquisados. Uma delas está sendo testada em 5 mil voluntários de todo o mundo. No Brasil   ela foi aplicada em 300 pessoas, em julho de 1996. Os resultados desta primeira etapa de vacinação ainda serão avaliados.

Aids no mundo – Segundo dados da Unaids, o número de casos diagnosticados de portadores de HIV no mundo é de 21.898 mil. Deste total, 12.263 mil (56%) são homens, 8.759 mil (40%) mulheres e 876 mil (4%) crianças. Cerca de 94% dos portadores vivem nos países em desenvolvimento. São 4 mil novas infecções diárias na África e 3 mil na Ásia. De acordo com estimativas oficiais, no ano 2000 o vírus HIV infectará 44 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Aids no Brasil – Desde 1980 já foram diagnosticados 82.852 casos de Aids no país, de acordo com informações de junho de 1996 do Ministério da Saúde. Os homens correspondem a 67.521 (81,5%) dos casos e as mulheres a 15.331 (18,5%). Calcula-se que 36 mil pessoas já tenham morrido em decorrência da Aids, numa média de 20 mortes diárias (ver Saúde em Brasil).

 

DENGUE

Doença infecciosa causada por quatro tipos diferentes de vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus (ver Doenças infecciosas). Evolui principalmente em zonas urbanas e, a partir da década de 70, grandes surtos atingem América Latina, África e Ásia. Desde os anos 80, costuma aparecer de forma epidêmica na época do verão, quando as chuvas são mais freqüentes, pois os focos de água parada favorecem a reprodução do mosquito transmissor. O índice de mortes da doença é de 15% a 20%. Mas, se identificado a tempo, o dengue é tratável e sua cura é total, sem deixar seqüelas.

Existem três formas clínicas da doença: o dengue clássico, o dengue hemorrágico e a síndrome de choque do dengue. Na forma clássica, a doença provoca dores de cabeça e musculares, erupções na pele, comprometimento das vias aéreas superiores, febre e aumento das glândulas linfáticas. O dengue hemorrágico causa, ainda, hemorragias gastrointestinais, cutâneas, gengivais e nasais e, muitas vezes, é fatal. Esse caso ocorre quando a pessoa já teve a doença e é reinfectada por um dos outros tipos de vírus. Se não tratada de imediato, leva à morte em 50% dos casos e pode evoluir para a forma mais grave, a síndrome de choque do dengue. Esta, mais comum entre crianças menores de 15 anos, causa falência circulatória e, na falta de tratamento, o índice de mortes chega a 80%.

Não existe vacina contra o dengue, e a melhor forma de prevenção são os inseticidas e a eliminação de focos de água parada, em que o mosquito transmissor costuma se reproduzir. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, foram notificados 56.618 casos da doença em 1994. O total notificado até outubro de 1995 foi de 120.487 casos.

 

DNA e RNA

Substâncias químicas  envolvidas na transmissão de caracteres hereditários e na produção de proteínas – compostos que são o principal constituinte dos seres vivos. São ácidos nucléicos encontrados em todas as células e também são conhecidos em português pelas siglas ADN e ARN (ácido desoxirribonucléico e ácido ribonucléico). De acordo com a moderna Biologia , o DNA  faz RNA, que faz proteína (embora existam exceções – os retrovírus, como o vírus da Aids).

DNA – O ácido desoxirribonucléico é uma molécula formada por duas cadeias na forma de uma dupla hélice. Essas cadeias são constituídas por um açúcar (desoxirribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (T timina, A adenina, C citosina ou G guanina). A dupla hélice é um fator essencial na replicação do DNA durante a divisão celular – cada hélice serve de molde para outra nova.

RNA – O ácido ribonucléico (RNA) é uma molécula também formada por um açúcar (ribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (U uracila, A adenina, C citosina ou G guanina). Um grupo reunindo um açúcar, um fosfato e uma base é um “nucleotídeo”.

Código genético – A informação contida no DNA, o código genético , está registrada na seqüência de suas bases na cadeia (timina sempre ligada à adenina, e citosina sempre com guanina). A seqüência indica uma outra seqüência, a de aminoácidos – substâncias que constituem as proteínas. O DNA não é o fabricante direto das proteínas; para isso ele forma um tipo específico de RNA, o RNA mensageiro, no processo chamado transcrição. O código genético, na forma de unidades conhecidas como genes, está no DNA, no núcleo das células. Já a “fábrica” de proteínas fica no citoplasma celular em estruturas específicas, os ribossomos, para onde se dirige o RNA mensageiro. Na transcrição, apenas os genes relacionados à proteína que se quer produzir são copiados na forma de RNA mensageiro. Cada grupo de três bases (ACC, GAG, CGU etc.) é chamado códon e é específico para um tipo de aminoácido. Um pedaço de ácido nucléico com cerca de mil nucleotídeos de comprimento pode, portanto, ser responsável pela síntese de uma proteína composta por centenas de aminoácidos. Nos ribossomos, o RNA mensageiro é por sua vez lido por moléculas de RNA de transferência, responsável pelo transporte dos aminoácidos até o local onde será montada a cadeia protéica. Essa produção de proteínas com base em um código é a base da Engenharia genética.

 

 

DENGUE

Doença infecciosa causada por quatro tipos diferentes de vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus (ver Doenças infecciosas). Evolui principalmente em zonas urbanas e, a partir da década de 70, grandes surtos atingem América Latina, África e Ásia. Desde os anos 80, costuma aparecer de forma epidêmica na época do verão, quando as chuvas são mais freqüentes, pois os focos de água parada favorecem a reprodução do mosquito transmissor. O índice de mortes da doença é de 15% a 20%. Mas, se identificado a tempo, o dengue é tratável e sua cura é total, sem deixar seqüelas.

Existem três formas clínicas da doença: o dengue clássico, o dengue hemorrágico e a síndrome de choque do dengue. Na forma clássica, a doença provoca dores de cabeça e musculares, erupções na pele, comprometimento das vias aéreas superiores, febre e aumento das glândulas linfáticas. O dengue hemorrágico causa, ainda, hemorragias gastrointestinais, cutâneas, gengivais e nasais e, muitas vezes, é fatal. Esse caso ocorre quando a pessoa já teve a doença e é reinfectada por um dos outros tipos de vírus. Se não tratada de imediato, leva à morte em 50% dos casos e pode evoluir para a forma mais grave, a síndrome de choque do dengue. Esta, mais comum entre crianças menores de 15 anos, causa falência circulatória e, na falta de tratamento, o índice de mortes chega a 80%.

Não existe vacina contra o dengue, e a melhor forma de prevenção são os inseticidas e a eliminação de focos de água parada, em que o mosquito transmissor costuma se reproduzir. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, foram notificados 56.618 casos da doença em 1994. O total notificado até outubro de 1995 foi de 120.487 casos.

DNA e RNA

Definição - São substâncias químicas  envolvidas na transmissão de caracteres hereditários e na produção de proteínas – compostos que são o principal constituinte dos seres vivos. São ácidos nucléicos encontrados em todas as células e também são conhecidos em português pelas siglas ADN e ARN (ácido desoxirribonucléico e ácido ribonucléico). De acordo com a moderna Biologia , o DNA  faz RNA, que faz proteína (embora existam exceções – os retrovírus, como o vírus da Aids).

DNA – O ácido desoxirribonucléico é uma molécula formada por duas cadeias na forma de uma dupla hélice. Essas cadeias são constituídas por um açúcar (desoxirribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (T timina, A adenina, C citosina ou G guanina). A dupla hélice é um fator essencial na replicação do DNA durante a divisão celular – cada hélice serve de molde para outra nova.

RNA – O ácido ribonucléico (RNA) é uma molécula também formada por um açúcar (ribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (U uracila, A adenina, C citosina ou G guanina). Um grupo reunindo um açúcar, um fosfato e uma base é um “nucleotídeo”.

Código genético – A informação contida no DNA, o código genético , está registrada na seqüência de suas bases na cadeia (timina sempre ligada à adenina, e citosina sempre com guanina). A seqüência indica uma outra seqüência, a de aminoácidos – substâncias que constituem as proteínas. O DNA não é o fabricante direto das proteínas; para isso ele forma um tipo específico de RNA, o RNA mensageiro, no processo chamado transcrição. O código genético, na forma de unidades conhecidas como genes, está no DNA, no núcleo das células. Já a “fábrica” de proteínas fica no citoplasma celular em estruturas específicas, os ribossomos, para onde se dirige o RNA mensageiro. Na transcrição, apenas os genes relacionados à proteína que se quer produzir são copiados na forma de RNA mensageiro. Cada grupo de três bases (ACC, GAG, CGU etc.) é chamado códon e é específico para um tipo de aminoácido. Um pedaço de ácido nucléico com cerca de mil nucleotídeos de comprimento pode, portanto, ser responsável pela síntese de uma proteína composta por centenas de aminoácidos. Nos ribossomos, o RNA mensageiro é por sua vez lido por moléculas de RNA de transferência, responsável pelo transporte dos aminoácidos até o local onde será montada a cadeia protéica. Essa produção de proteínas com base em um código é a base da Engenharia genética.

AIDS, HIV

A aids é uma doença contagiosa, causada por vírus.

O virús da Aids destroi as celulas do nosso sangue que têm a função de combater os agentes causadores de doença como pnemunia, meningite, encefalite etc. Como seu organismo fica sem defesa, ela morre em pouco tempo.

A Aids é transmitida de uma pessoa para outra. E isso pode acontecer se a pessoa:

- receber sangue contagioso através de transfusões;

- usar seringua e agulhas de injeção contaminadas;

- tiver relações sexuais com alguem que esteja contaminado.

A sigla Aids (do inglês, Acquired Immunodeficiency Syndrome) significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, nome atribuído à doença infecciosa descoberta no início dos anos 80, causada pelo vírus HIV  (do inglês, Human Immunodeficiency Virus – Vírus da Imunodeficiência Humana). De acordo com pesquisadores, o HIV  teria se hospedado em algumas espécies de macacos africanos e, de alguma forma, por ingestão da carne contaminada ou durante caçadas, teria alcançado a corrente sanguínea humana. O vírus da Aids teria sofrido constantes mutações durante séculos até chegar à forma atual.

Dentro do corpo humano, o HIV infecta e destrói os linfócitos  do tipo CD4+, responsáveis pelo sistema imunológico. Sem o seu potencial de defesa, o organismo fica vulnerável a vírus e bactérias  e sujeito a todo tipo de infecções oportunistas que levam à morte do portador. O HIV circula por todas as secreções líquidas do corpo. No sangue, no sêmen e nas secreções vaginais ele aparece em grande quantidade. No suor, na lágrima, na urina e na saliva a quantidade é menor e insuficiente para provocar a contaminação.

O HIV é um retrovírus, ou seja, um tipo de vírus capaz de se reproduzir de modo diferente dos tradicionais, ao usar como material genético uma molécula de RNA em vez de DNA  (processo chamado de transcrição reversa). Há dois tipos de HIV: o HIV1 e o HIV2. O último é menos agressivo e retarda o aparecimento dos sintomas. Segundo cientistas, isso explica por que determinadas pessoas desenvolvem mais rapidamente a doença do que outras. Há indícios também de que a quantidade de vírus no organismo defina a intensidade da doença.

Contágio – A Aids é transmitida quando o vírus HIV entra em contato com a corrente sanguínea, o que pode acontecer nas relações sexuais (heterossexuais ou homossexuais), nas transfusões sanguíneas e por meio de seringas ou instrumentos cortantes com resíduos de sangue contaminado. A possibilidade de contaminação  através do sexo oral é comprovada em 1996, segundo pesquisa do Instituto do Câncer de Boston (EUA) feita com chimpanzés. Devido à quantidade de vírus no sêmen ser muito grande, há o risco de o vírus ser absorvido pela mucosa bucal e não apenas por meio de algum ferimento na boca.

A Aids pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez, o parto e a amamentação. Estima-se que 30% das mulheres grávidas infectem seus bebês com o vírus. No caso de a mãe tomar AZT (medicação para controlar a doença), o índice cai para 8%. Não há nenhum caso registrado de contágio pela saliva, lágrima, suor ou urina. É descartada a transmissão via picada de insetos, abraços ou apertos de mão.

Prevenção – O uso de preservativo (camisinha, camisa-de-vênus ou condom) é o método mais seguro (97% de segurança) para evitar a contaminação através da relação sexual. Agulhas, seringas e instrumentos cortantes descartáveis ou esterilizados são utilizados para prevenir o contágio pela corrente sanguínea. Nas transfusões, o sangue utilizado passa por testes que identificam o vírus HIV, a fim de evitar a contaminação.

O teste sanguíneo chamado Elisa, criado em 1985, revela se uma pessoa é portadora do HIV (soropositiva). Atualmente, há outros testes em fase de estudo, como o Orasure, que identifica o vírus pela saliva, e o Ampliodor, que mede a quantidade de vírus na circulação sanguínea .

Sintomas – Um indivíduo pode ser portador do vírus da Aids e não apresentar de imediato os sintomas da doença, já que o HIV pode ficar incubado por até dez anos. As primeiras manifestações da doença são diarréias constantes, febre alta, herpes, gânglios duradouros e perda de peso. Depois, é comum o aparecimento de doenças oportunistas, como pneumonia e toxoplasmose, que podem ser fatais. Quando a doença atinge um estágio mais avançado, certos tipos raros de câncer manifestam-se, como o sarcoma de Kaposi (provoca lesões na pele, no estômago e no intestino) e os linfomas (tumores nos gânglios linfáticos), além de distúrbios neurológicos, perda de memória e coordenação motora.

Tratamento – A Aids ainda não tem cura, mas o desenvolvimento e a administração de medicamentos, como o AZT (zidovudina), DDI (didanosina), DDC (zalcitabina), D4T (estavudina) e 3TC (lamividina), aumenta a sobrevida dos pacientes e consegue períodos prolongados de melhora da doença.

Em julho de 1996, os resultados de um novo tratamento revolucionário, chamado “coquetel anti-Aids”, foram apresentados durante a 11ª Conferência Internacional da Aids, em Vancouver, no Canadá. O coquetel de drogas é cem vezes mais potente do que o uso isolado do AZT, até então o único remédio disponível contra o vírus da Aids. Consiste na administração conjunta de três tipos de drogas: o AZT e uma outra droga da mesma família (a mais utilizada é o 3TC), que são os “bloqueadores de transcriptase reversa” (detêm a reprodução do vírus em seu estágio inicial) e um inibidor de protease (impede que o vírus complete a fase final de seu amadurecimento e destrua novas células), que pode ser o Ritonavir, o Saquinavir, o Crixivan e o Indinavir. A administração desse grupo de medicamentos em vários pacientes mostrou um controle na multiplicação do vírus do HIV, reduzindo os sintomas da doença. De um grupo de 21 pacientes que receberam o medicamento durante quatro meses, de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, 18 eliminaram 98,9% dos vírus. Porém, o coquetel provoca alguns efeitos colaterais, como náuseas e problemas nos rins e no fígado. Se ministrado a longo prazo, há o risco de causar doenças fatais, como o câncer.

De acordo com o Programa de Aids da ONU, Unaids, menos de 10% do total das pessoas infectadas pelo vírus da Aids em todo o mundo poderá ser beneficiado pelo novo tratamento. Cerca de 92% das vítimas da doença estão nos países mais pobres, onde não há condições de bancar terapias que custam de US$ 12 mil a US$ 18 mil por ano.

Mais de 20 projetos de vacinas contra a Aids estão sendo pesquisados. Uma delas está sendo testada em 5 mil voluntários de todo o mundo. No Brasil   ela foi aplicada em 300 pessoas, em julho de 1996. Os resultados desta primeira etapa de vacinação ainda serão avaliados.

Aids no mundo – Segundo dados da Unaids, o número de casos diagnosticados de portadores de HIV no mundo é de 21.898 mil. Deste total, 12.263 mil (56%) são homens, 8.759 mil (40%) mulheres e 876 mil (4%) crianças. Cerca de 94% dos portadores vivem nos países em desenvolvimento. São 4 mil novas infecções diárias na África e 3 mil na Ásia. De acordo com estimativas oficiais, no ano 2000 o vírus HIV infectará 44 milhões de pessoas em todo o mundo.

Aids no Brasil – Desde 1980 já foram diagnosticados 82.852 casos de Aids no país, de acordo com informações de junho de 1996 do Ministério da Saúde. Os homens correspondem a 67.521 (81,5%) dos casos e as mulheres a 15.331 (18,5%). Calcula-se que 36 mil pessoas já tenham morrido em decorrência da Aids, numa média de 20 mortes diárias (ver Saúde em Brasil).